Engenharia Genética

domingo, março 26, 2006

Engenharia Genética

Praticamente, a engenharia genética nasceu com o desenvolvimento das técnicas de inseminação “in vitro” e na reprodução tradicional de vegetais, onde a modificação genética era feita na planta propriamente dita. A ciência da fermentação também se incluiu neste escopo.
Hoje, a engenharia genética evoluiu com a chamada tecnologia do DNA recombinante, onde a modificação se faz, não mais a nível de organismo, mas a nível da célula do organismo.
Com isso, pretende-se obter organismos modificados, através da manipulação genética e para os quais se quer que realizem funções programadas.
Tal modificação se consegue com a inserção ou retirada de partes do DNA do organismo.
Na inserção, o material inserido pode ser de uma linhagem diferente da mesma espécie ou de espécie distinta.
Com isso, pode haver um compartilhamento, não só de espécies que nada têm a haver uma com as outras e até criados (construídos) organismos totalmente novos.
A engenharia genética vem sendo aplicada a plantas, a animais e até em microorganismos como bactérias e vírus.
No caso das plantas (vegetação), a discussão é altamente controvertida, vistas as alterações ecológicas que podem acontecer.
Na realidade, nas plantações, comumente se perde muito devido às ervas invasoras e aos insectos e fungos devoradores, conhecidos com pragas. Dessa forma, as pesquisas da engenharia genética vêm buscando espécies transgénicas de vegetais que não sejam afectadas pelos herbicidas (para matar ervas invasoras) e resistentes aos praguicidas utilizados para matar as pragas e dessa forma, quantidades maiores de herbicidas e praguicidas podem ser empregadas, sem matar a vegetação que se deseja. Este é um ponto muito debatido pelos ecologistas, visto que o aumento da quantidade desses produtos, tóxicos, afectará o meio ambiente.
O outro ponto controverso é que as ervas e pragas que atacavam as plantações, após algum tempo, podem se tornar resistentes aos seus venenos, demandando, com isso, dosagens ainda maiores desses, e ainda sugerindo que esses “cidas” acabem vindo parar na mesa do homem.
Com isso, estão já se desenvolvendo os herbicidas chamados “ambientalmente benignos” e os biopesticidas transgénicos, nesse caso, alegando-se que não afectam os insectos não alvo e nem a pássaros e animais superiores. E tem muito mais...
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